terça-feira, 8 de setembro de 2009

CUTUCO A CUTÍCULA DE DEUS
NOS PILARES DE UM SONHO ANTIGO
DEPILO O EQUILÍBRIO NA ESTEIRA
DA MINHA PRIMEIRA JOÇA
ATÉ QUE acendo CADA COISA
NA PIRA DE UMA DOR caçula

Luis Felipe Et Cetera

1 comentário:

  1. Vocês já reparam numa coisa aqui:
    o poema se abraça curiosamente à foto.

    Uma luz quase explode na borda do copo
    ('aquele' Camus me assalta nesse instante),
    ela é a própria "CUTÍCULA DE DEUS"
    - a letra maiúscula não está mais retrita
    ao nome divino, passa a outras palavras -!

    Preciso acrescentar algo aos últimos versos,
    "ATÉ QUE acendo CADA COISA/
    NA PIRA DE UMA DOR caçula"?
    O próprio poema tinha sua chave quanto à foto.

    Poema-com-coisas do João Cabral de Melo Neto?
    Poema-cada-coisa do Luis Eletricídio:
    a particularidade da Substância.

    Que tal?

    Tente achar o 'Fluxo-Floema' da H. Hilst, Lu.
    No último conto, ela fala da unha de Deus...

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